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Evento realizado na noite desta terça-feira (14) no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná marcou o encerramento da campanha ‘Juntas pela dignidade menstrual’, que arrecadou quase 30 mil absorventes

A frase “juntas somos mais fortes” nunca foi tão apropriada para uma campanha que arrecadou quase 30 mil absorventes que serão doados a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. “Estou muito emocionada com a quantidade arrecadada e com o empenho de mulheres de torcidas diferentes que se uniram pela causa de pelo menos 25% das mulheres, que não têm condições financeiras para comprar um absorvente”, elogiou a procuradora da Mulher da Casa de Leis, a deputada Cristina Silvestri (PSDB).

É que a ação até teve a coordenação da Procuradoria, mas a parceria foi para lá de inusitada, afinal, reuniu rubro-negras, coxas brancas e tricolores, mulheres que fazem parte das três maiores torcidas de futebol da Capital: do Club Athletico Paranaense – Coletivo Atleticaníssimas, do Coritiba Foot Ball Club – Gurias do Couto e do Paraná Clube – Gralhas da Vila. “Torcemos por clubes rivais, mas aqui a nossa camisa é única: a da solidariedade”, ressaltou Milene Szaikowski, que representa o Coletivo Atleticaníssimas.

Simone Beatrice Cherobim Rugilo, do Gralhas da Vila, contou que o grupo já promoveu diversos tipos de ações sociais, desde a compra de materiais de higiene e roupas íntimas, até outras arrecadações de absorventes para detentas e mulheres com medidas protetivas. “Campanhas como essas vão além de promover a dignidade de quem não tem acesso a itens básicos de higiene. Elas proporcionam que lugares como este da Assembleia sejam ocupados  por mulheres. Não queremos nada de mais: apenas os nossos direitos reconhecidos”, observou.

Durante a sessão solene, os itens arrecadados na campanha pelas torcidas organizadas foram entregues à Procuradoria da Mulher, que vai ficar responsável pela doação.

Campanha é ato político

“Quando perguntam para vocês se gostam de política, o que respondem? Pois o que estamos fazendo aqui nesta noite fria, é sim, política. E hoje estamos aqui diante de três torcidas lindas, que, até mesmo sem saber, estão em um movimento político por uma causa  que vai para além do campo”,  avaliou Fabiana Campos Romanelli, diretora-geral da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo (Sedest), que atua em parceria com a equipe da Procuradoria da Mulher.

A representante do Coletivo Gurias do Couto, Natália Oliveira, concorda com Fabiana. Ela traduziu o movimento e a própria forma como as mulheres das torcidas lidam com o machismo dentro e fora dos estádios como atos políticos. “A gente, como mulher, vive situações constrangedoras todos os dias, e não é diferente no meio esportivo. Mas aqui mostramos esse outro lado.

Uma oportunidade de mostrar que podemos fazer diferença na sociedade, começando com o Gurias do Couto, que nasceu de pautas essenciais; da inquietude, da indignação das mulheres e hoje, aqui, mostramos que não é um sonho almejarmos um mundo menos desigual”, argumentou.

Menções honrosas

Também foram entregues títulos de menção honrosa aos coletivos dos três times e ao Coletivo Igualdade Menstrual, criado em 2021, com o lema de “promover educação e acesso a produtos de saúde menstrual a pessoas em situação de vulnerabilidade para a construção de uma sociedade mais justa”. Adriana Bukowski, uma das representantes do grupo explicou que, com a vivência e a presença no debate, até a forma de falar sobre o tema foi mudada: “Trocamos pobreza menstrual por dignidade menstrual. Isso graças a tamanha mobilização.  Se o tabu em torno do tema ainda existe, a arma para derrubarmos isso é a informação”, afirmou.

Ela ainda reforçou a importância das legislações criadas na Assembleia Legislativa em torno do tema e dos debates. “Mais do que promover campanhas, nós do Coletivo Menstrual, achamos fundamental o debate. Poder falar sobre isso aqui e em todos és espaços. Essa luta é de todos nós, que podemos dar esse exemplo de sororidade: uma mulher apoiando a outra”, finalizou.

“O Paraná foi pioneiro na lei de combate à pobreza menstrual. Mas o tema ainda precisa de muito debate e de divulgação, porque ainda é considerado tabu, como vemos em pesquisas com mulheres brasileiras. Portanto, quanto mais grupos aderirem à causa, melhor”, completou a deputada Cristina.
Iniciativa partiu de um homem

O diretor de Assistência ao Plenário da Assembleia Legislativa, Juarez Villela Filho, que é torcedor do Athletico, intermediou o contato entre as representantes dos Coletivos e a Procuradoria. Ficou satisfeito com a repercussão. “Já imaginava que a campanha seria bem-sucedida, pelo poder de mobilização dessas mulheres tão atuantes dentro e fora de campo”, celebrou.

A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e as três maiores torcidas organizadas de futebol do estado estão unidas na ação Juntas pela Dignidade Menstrual. O objetivo é promover diálogos sobre o assunto e arrecadar absorventes, que serão doados a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

“O Paraná foi pioneiro na lei de combate à pobreza menstrual. Mas o tema ainda precisa de muito debate e contribuição. Ficamos muito satisfeitos ao ver mais grupos abraçando a causa”, comenta a deputada Cristina Silvestri (PSDB), procuradora da mulher na Alep.
A ação tem início às vésperas do Dia Internacional da Menstruação, celebrado neste sábado (28), e segue até o dia 14 de junho, quando será realizada uma sessão solene, a partir das 18h, no Plenário da Alep.

A sessão solene será aberta ao público e terá a participação de mulheres dos três coletivos envolvidos na ação: Atleticaníssimas, Gurias do Couto e Gralhas da Vila. Elas entregarão os absorventes adquiridos na campanha à Procuradoria da Mulher, que fará a entrega das doações. Durante o evento, também será entregue uma homenagem ao coletivo Igualdade Menstrual, um dos precursores do combate à pobreza menstrual no Paraná.

COMO DOAR
As doações de absorventes para a ação Juntas pela Dignidade Menstrual podem ser feitas nos pontos de coleta disponibilizados pelos coletivos de mulheres dos três clubes participantes da campanha até o dia 11 de junho. Também podem ser feitas doações em dinheiro por meio de pix.

Club Athletico Paranaense – Coletivo Atleticaníssimas:
BAR Címio – Rua Brasilio Itiberê, 3355
Pix contato@atleticanissimas.com.br (Milene F. Szaikowski)

Coritiba Foot Ball Club – Gurias do Couto:
Salty Pub – Rua Mauá, 410
Pix 41 9 970-4145 (Barbara Breda)

Paraná Clube – Gralhas da Vila:
Distribuidora Beer Express – Rua das Carmelitas, 739
Pix 41 9 8822-9381 (Gabrielle Cristina Bizinelli)

A deputada estadual Cristina Silvestri (PSDB) denunciou uma série de irregularidades encontradas no Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava. Entre elas, falhas estruturais, falta de equipamentos, escassez de pessoal e armazenamento incorreto de provas periciais. Em pronunciamento na sessão plenária desta segunda-feira (16), ela cobrou providências da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

As irregularidades, registradas com fotos e vídeos, foram constatadas em uma visita técnica feita pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná na última semana. As imagens mostram, por exemplo, piso quebrado, falta de revestimentos nas paredes e jalecos rasgados. “Além disso, a única sala para atendimento é pequena e não oferece privacidade às vítimas”, completa Cristina Silvestri.

Outro problema grave é a falta de um refrigerador para o armazenamento de provas periciais. “Atualmente, os materiais ficam em uma geladeira comum, trancada com um cadeado que pode facilmente ser quebrado. Isso é um desrespeito aos profissionais do IML e um descaso com a segurança pública”, lamentou a deputada.

“As condições precárias do IML de Guarapuava não são novidades para ninguém. Levei esse problema inúmeras vezes à Sesp e sempre ouvi a promessa de que os problemas seriam resolvidos”, disse a parlamentar, que protocolou um requerimento pedindo soluções imediatas. O IML de Guarapuava atende 19 cidades e tem a quarta maior demanda do estado, atrás apenas de Curitiba, Londrina e Ponta Grossa. #cristinasilvestri

Na última semana, duas novas Procuradorias Municipais da Mulher foram instaladas no Paraná. Na quinta-feira (28), o órgão foi instalado na Câmara de Braganey, na região metropolitana de Cascavel. Na sexta-feira (29), foi a vez de Foz do Iguaçu.

Em Braganey, a vereadora Graziela Vicente tomou posse como a primeira procuradora da mulher do legislativo municipal e a vereadora Salete Frizon foi empossada procuradora adjunta. Em Foz, a procuradora é a vereadora Carol Dedonatti e a procuradora adjunta é a vereadora Anice Gazzaoui. As cerimônias contaram com a presença da procuradora especial da mulher na Assembleia Legislativa do Paraná, deputada Cristina Silvestri.

“Estamos ampliando o protagonismo do legislativo na rede de combate à violência de gênero. Em três anos, apesar dos desafios da pandemia, instalamos 170 procuradorias no Paraná. Ou seja, alcançamos mais de um terço do estado. É o maior percentual do Brasil! Que orgulho! Vamos seguir avançando”, destacou Cristina Silvestri.